quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mania de jogar o cabelo pro lado. Mania de sorrir quando sente alguém olhando demais. Mania de coçar os olhos e olhar o visor do celular como se houvesse chegado alguma coisa e não viu. Mania de estudar escutando música e revirar os olhos sempre que escuta, ouve ou vê alguma bobagem. De sorrisos, de olhares, de vozes e cheiros. Mania de achar que nem tudo é aquilo que se vê. De imaginar situações com quem nunca viu e se arrepiar, sorrir, se desesperar por isso. Mania de fechar os olhos antes de dormir e te desejar boa noite em pensamento, dorme bem, sonha comigo, te quero muito e bem.
Caio Fernando Abreu.

domingo, 27 de maio de 2012

Apenas um passado.

Queria que o passado ainda estivesse preso em meu futuro; queria poder segurar a farda que eu carreguei desde o início, mas eu não queria usá-la; queria poder dizer que tudo fora apenas um sonho acordado; queria dizer que os gritos e choros foram apenas um engano sonoro; queria que a terra caindo fosse apenas uma miragem. Queria poder dizer adeus àquele momento e continuar. Normalmente. Sorrindo e imaginando como seria o dia seguinte, sem ter o medo preso em meu coração. Queria flutuar, assim como as borboletas, antigamente, ainda faziam ao meu redor. 
O sorriso estampado nas faces absortas e as lágrimas só servindo de fuga para a tristeza, apenas demonstrando a felicidade exposta sobre os corações arrebatadores. 
Nesse momento, talvez o monótono fosse necessário. O que acha de retornarmos ao passado e trazer o clichê de volta? Será que tudo voltaria ao normal? Eu espero.
Brancos, negros, pobres, ricos, diferentes, iguais e felizes - todos iguais. Honestidade sem máscaras e tudo trago ao redor; tudo muito dividido. 
Agora eu gostaria apenas de ver os olhos daquela criança brilhando, seus pensamentos imaginários trazendo os "porquês" e seus dentes-de-leite ainda à amostra. Aquelas lágrimas não podiam permanecer em sua face de boneco, poderíamos rir juntos.
Não quero seguir o diferente, apenas necessito do passado de volta. Preciso resgatar a felicidade e dispensar as horas extras feitas pela morte e pela tristeza. Seguir em frente e não olhar os estragos. Denunciar o errado e seguir o certo. Poder ajudar quem não pode fugir, todos somos vítimas, mas por dentro apenas alguns podem sentir a dor que posso possuir, junto com outras pessoas. Será mesmo que aquele ser invisível mostra seu sorriso e está bem? Quero apenas tudo de volta, eliminar a desgraça e costurar meu coração de volta ao local de onde ele partiu-se. Parece que ele não quer retornar.

 Incognição.

Medo de si próprio.

As batidas de seu coração não se encontravam em sintonia com seus passos, era algo tão relativo e irrisório. O arfar percorria o seu corpo e lhe puxava para dentro de uma cúpula deserta – vazia. Era como um fim certo e duvidoso; errado. Equilibrado.
As gotículas de suor fraquejavam sobre o curto cabelo de escovinha, revirado de vários ângulos. Iluminado por pequenos fios roliços e negros, era como o fim de sua alma estar ali.
Sua visão enquadrada à luzes sem fim, juntamente com as cores dançantes por sobre suas pálpebras. 
O terror lhe invadia a tez frágil, tornando-o lânguido por alma. Vago. Fazendo dos sons seu pior inimigo, aquele latido transformava-se em um uivo pequeno, alto e perto. Em segundos, como se aquilo estivesse alcançando-o, quisesse matá-lo e repicar sua face. Ele sentia medo, pânico... Dor.
Seus pés adormeciam lentamente, teimando em parar para apossasse do corpo miúdo do menino e debatesse no chão, enquanto o peso lhe fraquejava as pernas ossudas. 
Os óculos embaçados eram acertados à cada um segundo, eu podia contar. Ele corria em círculos em seu pequeno quarto e diversas vezes ele debatia-se à parede, como um obstáculo no qual ele pudesse ultrapassar. Como se ele fosse um cego que só pudesse ver o negrume da noite. Parecia um doente sem imagem, mas era apenas um zumbi adormecido; um eterno sonhador em pleno caos de pesadelo. 
E eu, apenas um escritor revirando páginas de um livro esquecido – deitado nas sombras e com medo do sol. Com medo da alma; com medo de um certo uivo ao entardecer. Um menino cegueira, preso em seus pensamentos absortos.
Posso esquivar-me ao sol para ver além dele? Seguindo a rota das estrelas e o posicionar da lua, ao lado oeste.

Incognição.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Acordar.

Ele não vai te ligar e pedir desculpas, talvez não fale com você nem por internet. Não vai se arrepender de nada do que fez, e nem reconhecer que errou. Não vai perceber que está te perdendo aos poucos, ou que já perdeu. Não vai pedir pra que tudo volte a ser como era antes, ele está feliz assim. Não vai dizer para os amigos que sente a sua falta ou algo do tipo, e nem lembrar de você ao ouvir uma música. Ele não vai passar noites acordado pensando no quanto poderia ter dado certo, nem vai ficar imaginando planos que um dia poderiam se realizar. Não vai sentir ciúmes ao ver você conversando com outro menino e, com toda certeza do mundo, não vai passar horas no seu perfil só pra saber como foi seu dia, ou se você se interessou por alguém. Ele não vai perceber que fez a maior burrada de sua vida, nem vai se lamentar por ter perdido a pessoa que o fazia sorrir. Ele não vai compartilhar fotos de casais no facebook, e nem escrever coisas tristes no twitter. Ele não vai chorar, nem sofrer e muito menos morrer de amor. Não vai dar justificativas do por quê de tudo ter acabado, e nem vai querer saber o que você pensa sobre, e nem como você reagiu a tudo isso. Ele não vai sorrir ao te encontrar na rua e, se te ver, não vai ficar pensando o dia inteiro em como seu cabelo estava lindo ou em como o seu sorriso é estonteante. Ele não vai correr atrás de ninguém, e provavelmente logo estará com a menina mais fácil que encontrou por aí. Ele não vai te amar, isso, se chegou a amar um dia
Marília Lopes.

domingo, 20 de maio de 2012

Apagou-se.

O céu estava negro. Sem estrelas, sem esperanças.
Seus pequenos olhos de amêndoas examinavam cada parte do pequeno local que habitava naquele instante. As órbitas opacas demonstravam a falta do brilho que antes à possuía e as pálpebras fechavam sem pausa, deixando com que respingos de lágrimas salpicassem por sua face – o sabor salgado molhava seus lábios presos em uma careta tristonha. O caminhar em direção à mais alta lápide causava bolhas em seus pés descalços.
Louis saltitava por sobre os pedregulhos do parque enquanto a triste mensagem era solta de seus lábios entre gargalhadas.— Tenho um mês, no máximo, Lolita. Espero que cuide do Ugh-Ugh enquanto eu estiver fora.— Você ficará fora por quanto tempo? — Ela fingia ignorar as primeiras palavras.— Muito tempo, Loli. — Um sorriso esticou-se por sua face e Lolita encarou os lindos olhos cor-de-mar da amiga.— Piorou? — Seus olhos enchiam-se de lágrimas.— Bastante. — Gotas pingavam calmamente sobre a face celestial da menina albina e seus olhos não brilhavam nas luzes. Louis enxugou as lágrimas que escorriam pelo rosto da amiga e completou: — Não chore, pois a estrela brilhará e te guiará. Não chore por mim, chore por eles. Uma doença pode ser fatal, mas as palavras que escrevo nunca se apagam.
Disse entregando-lhe um rolo de papel com a letra rabiscada de Louis.— Não abra hoje. — Louis completou enquanto a amiga já abria um pedaço e o fechou de imediato — Me prometa, Loli.
— Prometo.— E prometa que não chorará.Lolita hesitou, era impossível se controlar. Ainda mais tratando-se desse assunto. Ela perderia sua amiga em um mês!— Prometa! Por favor Loli. — Pela primeira vez Lolita viu lágrimas saltarem dos olhos de Louis.— Sim, eu prometo. Porém, me prometa que sempre estará comigo, que o último brilho estará no seu coração e depois diga-me quando poderei partir.— Coração? Coração estúpido o meu que insiste em parar três segundos por dia e pela última vez baterá.
O brilho voltou e as lágrimas secaram-se com a brisa suave que balançava seus cachos dourados, de linho, trançados por ouro amarelo. Um sorriso tomou conta do ambiente e as pessoas ao seu redor à encararam com desprezo. Não a entenderam. Ela ergueu os braços, chamando as atenções, e suas palavras soavam suaves depois de tanto tempo travadas:

— Não sinto mais a dor, ela está profunda em um órgão que todos insistem ser chamado de coração. Que pulsa pela minha vida, destrói o ódio e planta o amor alheio. Eu amava Louis, ela era a melhor das amigas que alguém já possuiu no mundo e irá possuir. Ela está no meu corpo, no meu pensamento, não neste estúpido coração medíocre. — Desceu suas mãos ao corpo e apertou o órgão que pronunciava e continuou, erguendo sua voz — Tudo eu guardo em meus pensamentos e eu viverei até que a última estrela brilhe no céu, até que o último prato de feijão seja entregue aos necessitados... Até que o último brilho dos olhos de Louis se apague em meio a escuridão de uma ceia sem graça. Ela não gostaria da primeira lágrima que derramei e sempre me lembrarei de suas pequenas palavras alegres no seu último momento comigo. “Não chore, pois a estrela brilhará e te guiará. Não chore por mim, chore por eles. Uma doença pode ser fatal, mas as palavras que escrevo nunca se apagam”. Eu a amo como a melhor amiga que já possuí, a única que terei em seus momentos.
Depois disso não se viu mais nada. Não se viu o céu, não se viu o mar; não se viu a lua que se escondia no negro céu (com seu reflexo ao mar), não se viu as estrelas-do-mar; não se viu os cantos dos pássaros nas manhãs aquecidas, não se viu o “glup-glup” dos peixes que borbulhavam nos lagos.
A última lágrima caiu e ela virou as costas. Ignorando o mundo, seguindo o único brilho que emergia no céu – o brilho que só ela via, o sorriso de sua eterna tagarela.
Incognição.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Suicídio espiritual.

Seu corpo balançava em sintonia com o som distante tocado pela lira, seus olhos piscavam juntamente com a pausa poética da voz suave que ele ignorava. Os sons de suas palavras tornavam-se mudas em seus pensamentos absortos e a felicidade ainda resplandecia. Era como uma cadeia alimentar, animais sobreviviam a isso; John sobrevivia ao som suave da pequena lira soando distante, tão longe de seus ouvidos. A música o seguia, não importava.
Os dias se passavam e a canção soltava-se aos ouvidos, estancavam-se à eles. John enlouquecia de certa forma tentadora e seus sonhos não eram mais sonhos. A depressão lhe invadia a face. A música se tornava trilha sonora de filmes de terror, de cenas de amor e de pesadelos reais. Ideias subliminares invadiam a canção antes suave. Ele lutava com o sofrimento ao mesmo tempo em que matava a si próprio, não sentia dores de um corpo solene. Ele era apenas uma borboleta querendo voar em um mundo musical; sem vida espiritual.
O sangue invadia sua face celestial e seus olhos azuis cobalto não realçam mais o calor de sua pele gélida, pálida. O vermelho tornou-se eterno e seus pés curvos tornaram-se essenciais. O prédio de onze andares o ajudava – pulou. Agora era uma borboleta, talvez uma águia pronta a debruçar-se sobre um animal indefeso. Isso tudo não passa apenas de uma plena cadeia alimentar, onde apenas o forte sobrevive. Alimente-me.
"Desisto do mundo, desisto das palavras e desisto do amor. Aquele que me partiu a carne em pedaços, retirando o único órgão que ainda batia no meu eu e podia ter algo a trazer. A música pode ser a alma para trazer tudo à vida. Trago-te em um papel, o das listas dos próximos mortos que lhe trago – você é a primeira da lista. Eu apenas desisto da vida, em todas as letras que podem sair de meus lábios agora, eu apenas digo um adeus rouco e sem voz interna. Desisto."
Incognição.

Ódio.

O rancor invadia as luzes petrificadas de um ódio restrito ecoando pelo quarto vazio; sem vida. As lágrimas tomavam conta do eterno choro preso em sua tez amarrada à dor, ao sofrimento de um odiar eterno. Em sua mente, o latejar de uma crise estupefata do desejo inevitável, a morte de um corpo imóvel jogado ao carvão de uma vida sem chaminé. Alimentar-se das pequenas coisas lhe parecia uma ótima ideia, igual o sussurrar de uma dor alinhada e o paradoxo da raiva esvaziava-se entre os lençóis curtos à medida que se tratava de seus pés nuns. Tudo lhe mostrava a cólera; um sentimento de ira, de remoção.
Seres compostos da rivalidade de um mundo sem senso, de uma vida sem vida, do amor sem o perdão. A falta invadia suas tripas na metida que seu coração batia fracamente sobre a vida destroçada. O pequeno inferno imposto sobre você mesmo, sobre o amor empilhado aos corpos nuns em um cadáver decepado; o sangue composto das substâncias que almeja. O arfar da agonia invadia sobre o ódio do rancor e os cachos bronzeados contornavam-se sobre a tez da menina que se sentava ao canto suave de vidas impostas e chorava agoniada. Uma palavra permanecia sob sua mente vazia: Rancor. Chorar não fazia bem o quanto diziam e seu coração estava apertado entre o vão de pequenos órgãos massacrados.
O ódio lhe pertencia, assim como as teses lhe satisfaziam e a falsidade lhe importava.

Incognição.

Classicismo.


Todos estavam enfileirados sobre o tapete felpudo que ligava a escada até a extremidade mais curta da grande porta do museu. Viam-se diferentes expressões em cada face dos alunos do colégio central: entediadas, animadas e neutras. Os professores contavam cada cabeça, como se fossem um grande número de gado precioso. Apenas uma pessoa de aparência meiga, delicada, destacava-se entre todas elas; a menina com um olhar tímido e encolhida ao canto do ônibus – sendo a última à deixar o ônibus. Solitária, parecendo pronta a desmoronar no primeiro toque de outro alguém. Estava corada, demonstrando ainda mais o empreendimento.

— Louis, venha, eles vão abrir os portões do museu — Um menino rechonchudo com cachos de anjo apareceu trotando, em direção à menina loira, e pingando suor sobre as grandes bolas negras que havia aos lados de seu grande nariz de porco. Desmoronou-se no chão enquanto pisava em seu cadarço desamarrado, levantando-se atordoado com o baque que tremera o ônibus chamando atenção de todos ao redor e voltando-se para Louis os amarrar sobre a cadeira do ônibus — Arg... Cadarço cretino.
— Você tem que se acalmar, Jack. Não iremos perder nada, o teatro atrás só abrirá mais tarde.
— Não é isso, quero ver as pinturas e os textos trancados entre as pilastras de vidro. — Arfou. — E você sabe, preciso saber onde minhas obras ficarão um dia — Louis soltou uma risada abafada — Não ria, eu lutarei por isso.
Jack saiu correndo em direção à grande porta de madeira que se abria, caindo novamente sobre o tapete vinho tinto. Atrapalhado. Louis ainda possuía seu andar calmo e encarava o chão, rindo um pouco do jeito que seu amigo estava desengonçado e animado com aquele passeio. Ela gostava de vê-lo sorrir. Seus cabelos faziam cachos nas pontas com a brisa fina que batia sobre sua face, enquanto o menino a gritava e acenava insistentes vezes com o intuito dela vê-lo entrando ao museu.
Adentrando o mesmo ela abriu um belo sorriso, enquanto observava o teto e as paredes do local decoradas com pinturas – que mais se pareciam rupestres. Uma música erudita ocidental invadia, suavemente, os ouvidos de Louis, fazendo-a flutuar sobre suas sapatilhas azuladas que realçavam a cor de seus olhos cor de mar – um belo par para os de Jack. Suas mãos foram agarradas e puxadas para outra sessão enquanto seus olhos fechados demonstravam a satisfação do cheiro de ervas que invadia o local.

— É aqui que ela vai ficar! — Seus pés saltaram do chão ao ver Jack pegando uma cola e seu texto com letras garranchadas e ilegíveis.
— O que está fazendo, Jack?
— Estou deixando minha marca neste museu, eu te disse que ele iria ficar aqui. — Respondeu enquanto já o colava, em cima de outro que provavelmente seria de Camões, sobre a pilastra de vidro.
— Você não pode fazer isso. — Louis soltou um breve grito agudo que fez com que Jack tapasse os ouvidos.
— Cuidado com seus gritos. — Bufou. — E por que não posso?
A música cessara e o museu antes clássico tornou-se um inferno para Louis. O teatro falhara, mesmo com a peça na qual ela sempre gostou da época do Neoclassicismo, e o museu que valorizava as antiguidades clássicas não bastava. Seu amigo soluçava e seus sonhos foram jogados no lixo por uma ambição repentina. Ela não queria estar ali. O clássico se tornou vital e as artes que sempre quis conhecer só iluminavam o grande museu artístico, que renascia cada obra dos grandes fiéis do classicismo. Sabia ela o significado de tudo antes de questionar Jack?
Uma última estrela brilhou no céu violeta.
Não, ela não sabia de nada. Não sabia como era ver novamente um sorriso vindo de Jack, mesmo que ele estivesse certo. Não via emoção em seu olhar e não viu naquele momento que mesmo que ele estivesse fazendo uma coisa ilegal, não poderia questioná-lo por velhas artes clássicas. Ele era seu amigo, aquele que possuía o mais lindo sorriso e retirava todos os sentidos de Louis. Talvez aquele fosse o único, o mais precioso de todos os diamantes, quem sabe.
Incognição.
"A gente podia ter tido mais calma. Podíamos ter ido mais devagar. Deveríamos ter segurado a onda e medido as palavras. A gente tinha que ter tentado controlar a raiva para não magoar o outro. Nossos passos tinham que ter sido exatos, nossos tropeços eram pra significar NADA perto daquilo que estava começando a ser algo especial e único. Erramos feio. Falamos demais e agimos de menos. Magoamos demais e amamos de menos. Gritamos demais e fomos sensíveis de menos. Lutamos demais e nos entregamos de menos. Relutamos e tivemos medo demais e nos apaixonamos de menos. Erramos feio. Tudo que não era pra ser feito fizemos em dobro. E o que era pra ser…bem, ficamos no saldo devedor, no vermelho. A gente podia ter tido uma história linda. Mágica, pura, sem cobranças, cheia de respeito, livre, saudável e deliciosa como o barulho da chuva. Era pra ter sido amor."
Clarissa Corrêa.