No caminho de volta passei novamente em frente a livraria, só que desta vez eu não parei para olhar a vitrine, pois sabia que ler novamente aquela frase seria como tomar um tapa da verdade, porem eu já havia lido uma vez e era o suficiente para me fazer pensar em você, pensar em nós.
Como eu disse, aquela frase foi como levar um tapa da verdade, quem eu estava querendo enganar? Eu sentia saudade, eu queria voltar no tempo, reviver meu passado, eu ainda te amava, bom, acho que essa é a palavra certa, ”amor”, pois não sentimos saudade daquilo que não amamos certo? Eu mesma nunca senti saudade de uma dor de dente, por mais que o amor doesse mais do que uma simples carie.
Olha a que ponto eu cheguei, estou comparando o amor com uma carie? E tudo isso por conta de uma frase em um cartaz na vitrine de uma livraria? Acho que ficar tanto tempo sozinha não esta me fazendo bem, ficar sozinha me trás lembranças, e lembranças me traz saudade, e a saudade, bom ela me traz você, não fisicamente, mas na minha maldita cabeça.
Depois de tanto pensar, fazer comparações malucas eu decidi voltar para cama, afinal eu não deveria ter saído de lá hoje. Peguei um livro e fui me deitar, como sempre eu li uma pagina e logo peguei no sono. Sonhei com você, acho que foi culpa de todo esse papo de saudade, ou talvez seja só a minha alma dizendo para onde ela quer voltar.
— Fernanda Duarte.